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Crianças x Competições

 

Com a chegada do campeonato da nossa equipe e dentro da nossa casa, é importante focar nos futuros campeões!

 

Crianças desde o pré-mirim aos adolescentes experimentaram um pouco do que é lutar uma competição de alto nível. Frio na barriga, cobrança e todos outros fatores emocionais que os adultos estão acostumados, são vividos por eles de forma diferente. Por isso, tratar de competição com a criançada não é uma tarefa fácil.

O mundo desportivo serve como um medidor daquilo que é transmitido dentro dos tatames. Ver um pequeno guerreiro GB em ação serve como reflexo do trabalho prestado pelo instrutor. Desde o respeito ao adversário até a hora da comemoração (ou não) da vitória. O público infantil repete exatamente o que o tem como exemplo. No blog de hoje trouxemos os principais pontos a serem trabalhados com as turmas do programa GBK, antes de pisarem num tatame de competição pela primeira vez.

Transmitindo a filosofia GB da maneira correta, as competições se tornam uma ferramenta muito positiva para os estudantes. A competição estimula as crianças a terem uma razão maior para treinarem cada vez mais.

Temos que deixar bem claro que a competição não é o fim do Jiu Jitsu e que os treinos não servem só para quem deseja lutar.  A grande vitória da arte suave está em ver os nossos alunos se tornarem adultos fortes, conquistarem a faixa preta e entrarem na faculdade! Quando crianças, eles têm que entender que a competição não passa de um “acontecimento divertido”, que se repete várias vezes durante a jornada no bjj e que nos ajuda a crescer como amantes da arte suave.

Participar de um campeonato, nos tira da nossa zona de conforto e nos induz a melhorar em todos os sentidos, independente de ganhar ou perder. Como professores, precisamos ensinar as turminhas do GBK a amarem o desafio. É necessário transmitir aos pequenos que quando decidimos competir, precisamos treinar mais forte, focar mais, melhorar a alimentação, dormir melhor, fazer tudo que esteja ao nosso alcance, melhor. Explicar isso aos alunos GBK é fundamental para que eles entendam que esses são passos essenciais para aumentar as chances de vitória.

Quando o grande dia chegar, reuna todos os alunos e converse que nesse momento todos já são vencedores, porque são um praticante de Jiu jitsu muito melhor comparado ao o que eram antes da preparação.

Não deixe de transmitir a criançada que independente de ganhar ou perder, seus professores, e respectivos pais continuarão a ama-los da mesma forma. Nesse caso, o ponto principal é esclarecer que “lutem duro e se divirtam”.

 

QUANDO A MEDALHA DE OURO NÃO VOLTA PARA CASA

 

Uma das regras que temos no time de competição infantil é: ninguém está permitido a chorar. Entre as conversas relacionadas a como se comportar diante dos juízes, treinadores dos adversários e oponentes,  combinamos que chorar é algo “inaceitável”. Mostre aos pequenos guerreiros que devemos representar a Gracie Barra da melhor forma possível. 

Quanto ao choro na hora da derrota, a mensagem que melhor é absorvida por eles é: “Não existe nenhuma razão para chorar ao perdermos”. Crianças de 3 a 6 anos não possuem muito controle sobre suas emoções. Nesses casos o choro é aceitável. Já no caso dos estudantes acima de 7 anos, eles precisam aprender a controlar as emoções e não causar nenhuma cena desagradável. 

Devemos ensinar aos nossos pequenos campeões a enxergarem que o valor da derrota está na possibilidade de aprender e melhorar. Se a emoção pintar, eles estarão treinados a olhar para nós (professores), e pedir um tempo, até que se controlem e voltem para conversar. Vale lembrar que é sempre bom, principalmente durante os treinos que antecedem o evento, ressaltar que estamos alinhados com a filosofia do Grande Mestre Carlos Gracie Sr, “No Jiu Jitsu ou você ganha ou você aprende”. 

Muitas ações podem ser tomadas para minimizar esse tipo de comportamento. Algo extremamente importante – que provoca uma grande diferença, no dia que antecede o campeonato é organizar um encontro com os pais dos competidores. Nessa reunião  conversarmos sobre tudo o que se deve esperar do evento, tópicos que abordem o que eles (pais e filhos) viverão (assuntos como: levar comida, atrasos, erro de juízes e etc). É um oportunidade de transmitir aos responsáveis o que dizer as crianças antes e depois das lutas. 

 

Texto copia integral do site : http://www.graciebarra.com/br/posts/super_category/gb-news/page/2/

 

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